{"id":318,"date":"2020-04-14T11:54:28","date_gmt":"2020-04-14T14:54:28","guid":{"rendered":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/?page_id=318"},"modified":"2020-04-14T12:39:45","modified_gmt":"2020-04-14T15:39:45","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/04\/pontegatopreto.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/04\/pontegatopreto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-333\" width=\"330\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/04\/pontegatopreto.jpg 900w, https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2020\/04\/pontegatopreto-768x560.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/a><figcaption>F\u00e1brica de Cal em Gato Preto entre 1910 e 1920<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O nascimento de Cajamar est\u00e1 ligado \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de cimento Companhia Brasileira de Cimento Portland, de origem canadense, na d\u00e9cada de 1920, em Perus. Esse material, conhecido das civiliza\u00e7\u00f5es antigas, recebeu o nome atual, \u201ccimento Portland\u201d, no s\u00e9culo XIX, gra\u00e7as \u00e0 semelhan\u00e7a com as rochas da ilha brit\u00e2nica de Portland.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e1brica foi instalada em Perus, ao lado da Estrada de Ferro Santos-Jundia\u00ed, porque a regi\u00e3o era rica em mat\u00e9ria-prima, o min\u00e9rio das pedreiras de \u00c1gua Fria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00e9cada de 1930, os trabalhadores da f\u00e1brica e das minas j\u00e1 estavam residindo no distrito da \u00c1gua Fria, que ainda pertencia a Santana de Parna\u00edba. Na d\u00e9cada de 1940, uma lei federal exigiu a mudan\u00e7a do nome de \u00c1gua Fria, porque j\u00e1 existia um outro distrito com esse mesmo nome na cidade de S\u00e3o Paulo; foi, ent\u00e3o, que o distrito passou a chamar-se Cajamar.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, foi \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio em Cajamar que deu origem aos primeiros n\u00facleos habitacionais, as vilas residenciais dos oper\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira vila foi constru\u00edda ao lado da pedreira dos Pires, j\u00e1 demolida; depois, foi constru\u00edda a Vila do Acampamento e por \u00faltimo a Vila Nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrementes, o controle de pre\u00e7os do cimento por parte do governo federal, for\u00e7ou a campanha, de capital estrangeiro, a vender a empresa em 1951. Interessaram-se pela compra o Grupo Francisco Matarazzo, o Grupo Votorantin, e Jos\u00e9 Jo\u00e3o Abdalla, ent\u00e3o secret\u00e1rio do Trabalho do governo Ademar de Barros. A fam\u00edlia J.J. Abdalla se tornou propriet\u00e1ria da f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante destacar que os oper\u00e1rios da Portland operavam a estrada de Ferro, numa extens\u00e3o de 20 km, de Cajamar a Perus. Al\u00e9m disso, essa estrada foi, durante muitos anos, o \u00fanico meio de transporte utilizado pelos oper\u00e1rios para se comunicarem com S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Estrada de ferro \u00e9 conhecida pelo nome &#8220;Estrada de Ferro Perus-Pirapora porque a inten\u00e7\u00e3o era transportar romeiros at\u00e9 a cidade de Pirapora do Bom Jesus, mas a implanta\u00e7\u00e3o dos trilhos at\u00e9 l\u00e1 nunca chegou a ser conclu\u00edda. Os trilhos vinham de Perus \u00e0 Cajamar apenas. Devido a isso a estrada tinha uma \u00fanica utilidade: transportar min\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o desenvolvimento da cidade de S\u00e3o Paulo, o bairro de Perus, que cresceu ao lado da f\u00e1brica, come\u00e7ou a ter s\u00e9rios problemas de polui\u00e7\u00e3o; era muito grande a quantidade de p\u00f3 expelido pelas chamin\u00e9s da f\u00e1brica, em virtude dos equipamentos obsoletos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1974, a companhia foi incorporada ao patrim\u00f4nio nacional, e na d\u00e9cada de 1980 foi adquirida por um cons\u00f3rcio de empresas. Todavia, nessa mesma d\u00e9cada, encerrou as atividades; movimentos populares e o Minist\u00e9rio P\u00fablico exigiam o fim da polui\u00e7\u00e3o provocada pela f\u00e1brica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curiosidades<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Por v\u00e1rios anos as locomotivas e vag\u00f5es utilizados na estrada de ferro atra\u00edram milhares de curiosos e historiadores do mundo todo devido ao fato dos trilhos terem a bitola de 60cm de largura, fato esse considerado raro at\u00e9 nos dias de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante muitos anos as pessoas chamavam o distro do Polvilho de &#8220;Doze&#8221;. Isso deve-se ao fato daquela localidade estar no KM 12 da ferrovia. N\u00e3o existia outro meio de transporte, ent\u00e3o, al\u00e9m do trem puxar vag\u00f5es de min\u00e9rio, o \u00faltimo vag\u00e3o era sempre destinado a passageiros da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Estrada de Ferro Perus Pirapora - 1976\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5-uszh5mnSE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A origem do nome<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O depoimento do ex-prefeito de Santana de Parna\u00edba, Antonio Brando, explica que, para atender a lei federal, ele pr\u00f3prio fez uma pesquisa para mudar o nome do distrito de \u00c1gua Fria, pois exercia o cargo de secret\u00e1rio da prefeitura de Santana de Parna\u00edba. Assim, consultando o arquivo local, encontrou um mapa antigo, de uma gleba de terras, situada nas proximidades daquele distrito, com o nome \u201cCayamar\u201d. Decidiu, ent\u00e3o, trocar a letra \u201cy\u201d por \u201cj\u201d, julgando assim facilitar a pron\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Antonio Branco acreditava que \u201cCayamar\u201d provinha do nome de um bandeirante chamado Manuel Callamares, residente na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica explica\u00e7\u00e3o para a origem do nome Cajamar. Durante a segunda legislatura, foram feitos estudos que levaram o prefeito Islon Francisco de Toledo a outra conclus\u00e3o. O nome teria se formado a partir da express\u00e3o ind\u00edgena \u201ccai-a-mar\u201d, que significa \u201cfruto colorido e manchado\u201d. Esse fruto era produzido pelo ara\u00e7azeiro, \u00e1rvore que foi abundante na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mais Hist\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio tem como Padroeiro S\u00e3o Sebasti\u00e3o, celebrado todo dia 20 de janeiro; e em 18 de fevereiro \u00e9 comemorado o anivers\u00e1rio da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu territ\u00f3rio de 135 km\u00b2 limita-se com os munic\u00edpios de Jundia\u00ed, Franco da Rocha, Caieiras, S\u00e3o Paulo, Santana de Parna\u00edba e Pirapora do Bom Jesus. O munic\u00edpio tem f\u00e1cil acesso pela via Anhanguera e pela Rodovia Bandeirantes. Com a implanta\u00e7\u00e3o do Rodoanel, est\u00e1 conectado \u00e0s principais vias do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os habitantes est\u00e3o distribu\u00eddos entre os Distritos de Jordan\u00e9sia e Polvilho, nos centros e zonas rurais. Localizada a uma dist\u00e2ncia de 30 quil\u00f4metros da capital &#8211; marco 0, pra\u00e7a da S\u00e9 -, Cajamar possui in\u00fameras ind\u00fastrias em seu territ\u00f3rio. A popula\u00e7\u00e3o, em sua maior parte, dedica-se \u00e0s atividades industriais, sua principal fonte de renda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leia a hist\u00f3ria de Cajamar. Confira v\u00eddeos, fotos e informa\u00e7\u00f5es da cidade.<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-318","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=318"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":351,"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/318\/revisions\/351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cajamar.sp.gov.br\/cidade\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}